Corpo de Bombeiros dá dicas para prevenção de acidentes com crianças no verão

Saiba como evitar acidentes com crianças no verão

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Saiba como evitar acidentes com crianças no verão
Anualmente, aproximadamente, seis mil crianças morrem e 140 mil são hospitalizadas, vítimas de acidentes que poderiam ser facilmente evitados por cuidados básicos por parte dos adultos. E no verão, com as férias escolares, o índice de acidentes é elevadíssimo.

Diversos são os fatores que influenciam para o aumento do índice de acidentes com crianças neste período, tais como: número elevado de viagens no trânsito; mais tempo ocioso em casa; mais tempo para brincar no quintal, no mar, em lagos e rios, atividades com bicicletas, patins, skate, patinetes, pipas e outros. Vitimando crianças com queimaduras por exposição ao sol ou por contato com materiais incandescentes, quedas, intoxicação, envenenamento, lesões por acidentes de trânsito, desidratação, insolação, afogamentos, asfixia, eletrocutadas, crianças esquecidas em carros e outros.

Acidentes automobilísticos

Dentre os acidentes que mais ocorrem no verão, certamente os de trânsito são os que estão no topo da lista em números absolutos.
Em colisão veicular, há quase que simultaneamente três diferentes tipos de impactos: • Veículo contra um determinado obstáculo (outro veículo, poste, muro, árvore, barreira e outros);
• Passageiros contra as partes internas do veículo, a chamada ‘2ª colisão’ (cabeça/tórax chocando-se contra o volante/painel, por exemplo);
• Órgãos internos dos ocupantes contra sua estrutura óssea (cérebro x caixa craniana, coração/pulmão x caixa torácica, etc).

Só para se ter uma idéia da severidade de um acidente automobilístico, num impacto frontal a 50 km/h contra uma barreira rígida e indeformável, como um muro, por exemplo, a desaceleração sentida dentro do veículo é da ordem de 40 a 50g (g = aceleração da gravidade ou 9,8 m/s2), ou seja, 40 a 50 vezes a aceleração da gravidade. É como se multiplicássemos o peso de qualquer coisa dentro do carro (pessoa ou objeto) por 40 ou 50!

Nestas condições, uma criança de oito anos pesando, aproximadamente, 25kg solta no carro, é arremessada para a frente contra os bancos dianteiros e/ou pára-brisa com o peso de uma tonelada.

Entretanto, se a criança estiver usando cinto de segurança comum, a resistência do corpo de uma criança é substancialmente inferior ao corpo adulto, podendo acarretar em danos físicos significantes dependendo da potência da colisão. Para minimizar estes danos, existem dispositivos de segurança apropriados para cada faixa etária e peso, por exemplo, o bebê conforto, a cadeirinha ou assento de elevação.

Importante!
• Adquira sempre produtos certificados pelo do INMETRO.
• Antes de comprar a cadeirinha, teste instalá-la para ver se é apropriada para o cinto e assento do seu carro e peso da criança.
• Não utilizar cadeirinhas que já estiveram em um acidente de carro.

Crianças esquecidas no interior de veículos:

Recentemente, nos deparamos com noticiários informando que uma criança havia morrido no sul do país, pois o pai havia esquecido por horas a criança trancada dentro do veículo.

A alta temperatura aliada à falta de oxigênio dentro de um carro fechado, especialmente para o organismo de criança, causa asfixia, desidratação e a dilatação dos vasos sangüíneos, podendo provocar a perda de consciência e parada cardíaca, consequentemente, a morte.

Para se ter uma idéia da temperatura de pico no interior do veículo, o Corpo de Bombeiros de Brasília deixou um veículo exposto ao sou de meio-dia com um termômetro digital de alta precisão, num dia ensolarado. O resultado mostrou que, em meia-hora, a temperatura indicada no termômetro era de 74ºC. O mesmo teste foi realizado com as condições atmosféricas de um dia nublado, e a temperatura indicada foi de 54º C. Portanto existe perigo, mesmo em dias nublados, pois ambas as temperaturas podem matar a criança ou um outro ser (cachorros e gatos) que esteja confinado no veículo.

Orienta-se não deixar, sob hipótese alguma, crianças, animais ou outro ser dentro de um carro fechado.


Pipas:

É bem antiga a prática de empinar as pipas, que também tem o nome de raia, arraia, papagaio, califa, pandora, quadrado, entre outros. Foi inventada pelos chineses como instrumento de guerra, servindo para alertar aos batalhões chineses da presença de exércitos inimigos na grande muralha.

O brinquedo é bem simples e popular (é comum em qualquer cidade ou bairro ver inúmeros no céu), feito de varas de bambu e papel de seda, que, unido a uma rabiola, de papel ou de plástico, perambula pelo céu, fixada no cabresto por uma linha resistente ou barbante.

Quando a pipa está com sua linha ao natural, ela apresenta perigos mais para as crianças que estão brincando, pois exige que, ao brincar, o olhar e a atenção estejam voltados para o alto, e um segundo de distração pode gerar um acidente, como, por exemplo: cair de lugares altos; atravessar na frente dos carros e serem atropeladas; cair de árvores, muros, casas, torres e outros lugares altos ao tentar pegar as pipas que caíram pelo rompimento de sua linha.

Mas há uma maneira dessa brincadeira se tornar ainda mais perigosa: é a prática de colocar cerol (mistura geralmente de cola com vidro em pó ou finos de metais) na linha, para ficar cortante e derrubar as demais pipas.
Porém, a prática de aplicar cerol pode transformar a linha em uma arma letal, caso corte o pescoço de um motoqueiro ou ciclista. Também há o risco do próprio “empinador” do brinquedo se cortar, além das pessoas que correm e disputam quem pegará as pipas desprendidas das linhas que caem.

Mas os perigos do uso do cerol não se limitam a cortar alguém na rua. O vidro também é um condutor de energia e se o fio com cerol pega na rede elétrica, a pessoa que está empinando a pipa pode morrer eletrocutada. Com o pó metálico é pior. Para brincar tranqüilo, sem o perigo de ferir alguém, só com barbante de algodão. Nem os fios de náilon (de pesca) são indicados, pois cortam tanto ou mais que o próprio cerol.


Para uma maior segurança da prática da brincadeira, o Corpo de Bombeiros dá dicas, como:

• Nunca soltar pipa perto de antenas, postes e fios elétricos, porque podem se machucar seriamente;
• Preferir locais abertos como parques ou campos;
• Nunca empinar pipas em lugares altos, como telhados ou lajes. De tanto olhar para cima, a criança pode tropeçar e cair;
• Brincar de soltar pipa em dias de chuva, principalmente se houver relâmpago, é muito perigoso. Só faça isso quando o tempo estiver bom;
• Jamais utilize linha metálica, como fio de cobre de bobinas ou cerol (mistura de cola com caco de vidro);
• Também não faça pipas com papel laminado porque o risco de choque elétrico é grande;
• Tente soltar pipa sem rabiola, como as arraias. Na maioria dos casos, a pipa prende no fio por causa da rabiola;
• Se a pipa enroscar em fios, não tente tirá-la. É melhor fazer outra. Nunca use canos, vergalhões ou bambus;
• Tenha atenção especial com os motociclistas e ciclistas. Fique atento para que a linha não entre na frente deles.




Quedas:

As quedas podem causar sérias lesões graves, como os traumatismos cranianos. No Brasil, cerca de 80 mil crianças são hospitalizadas em conseqüência das quedas.


Como prevenir as quedas:

• As crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar;
• Use portões de segurança no topo e no pé das escadas. Caso sua escada seja aberta, instale redes ao longo dela;
• Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos;
• Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades nas lateriais;
• Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas. Além disso, verifique os móveis e se o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos;
• Ao andar de bicicleta, skate ou patins, o capacete é o equipamento fundamental. Ele pode reduzir o risco de lesões na cabeça em até 85%;
• Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes;
• Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos. Verifique se os brinquedos estão em boas condições e se são adequadas à idade da criança;
• Não use andadores. Eles podem causar sérias quedas;
• Mantenha uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo.




Bicicleta, skate e patins:

Ganhar a primeira bicicleta, tirar as rodinhas e pedalar por conta própria são momentos inesquecíveis para a criança. Além de serem brinquedos, a bicicleta, o patins, o patinete e o skate, representam liberdade e independência.

Ao andar de bicicleta, skate ou patins, o maior perigo é lesão na cabeça, que pode levar à morte ou deixar seqüelas permanentes. A forma de proteção craniana mais efetiva o uso de capacete. Esta proteção reduzir o risco de traumatismos cranianos, em até 85%.


Medidas de Prevenção:

• Compre um capacete que atenda aos padrões de qualidade;
• O tamanho é essencial. O capacete deve ser confortável e aconchegante, nunca apertado. Também não pode ficar solto, balançando de um lado para o outro;
• Tenha certeza de que a criança está usando o capacete corretamente centrado na parte de cima da cabeça e as tiras ajustadas e afiveladas sob o queixo;
• Se o seu filho está relutante para usar o produto, deixe que ele escolha o próprio capacete com a cor e o estilo que achar melhor. Dessa forma, ele não vai tirar o capacete quando você não estiver por perto;
• Converse com outros pais para que eles convençam os filhos a usar o capacete também. As crianças usam mais o capacete quando estão com outras que também fazem uso dele;
• As crianças devem brincar em locais seguros, fora do fluxo de carros e longe de piscinas e sacadas;
• Vigilância é essencial até que as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para o trânsito.
• Andar com o trânsito, não contra ele;
• Usar sinais de mão apropriados;
• Respeitar os sinais de trânsito. Pare em todos os sinais vermelhos;
• Parar e olhar para os dois lados antes de atravessar a rua;
• Não andar quando estiver escuro. Se andar a noite deve-se usar roupas claras ou, caso possível, reflexivas;
• Prestar manutenção na bicicleta constantemente;
• Os pés da criança devem alcançar o chão enquanto ela estiver sentada no assento da bicicleta.




Afogamento:

As crianças são as principais vítimas de afogamento. Segundo dados do Ministério da Saúde, a principal causa de mortes e seqüelas na faixa etária de zero a quatorze anos, são os acidentes não intencionais, como afogamento. Isso se deve pela displicência dos adultos que as deixam sozinhas (um momento de distração pode ser fatal), a curiosidade natural da idade, por não saberem nadar, por se apavorarem mais facilmente, entre outros.

Muito se engana quem pensa que necessite de grande volume de água para que haja o afogamento, muito pelo contrário: uma quantidade pequena pode ser a causa “mortis”, principalmente de afogamento infantil, pois geralmente acontece muito rápido, é silencioso e quando a criança está sem a supervisão de um adulto. Exemplo, criança esquecida na banheira, piscina, tanque de lavar roupas, balde ou tonel.


Dicas do Corpo de Bombeiros para prevenir acidentes em água:

• Não imergir em água após lanches e refeições;
• Não se afastar da margem;
• Não saltar de locais elevados para dentro da água;
• Prefira lançar objetos flutuantes (bolas, bóias, isopores, madeiras, pranchas e outros) ou então corda para salvar pessoas, ao invés da ação corpo a corpo;
• Não deixar crianças sozinhas sem a presença de um adulto responsável;
• Identifique nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele;
• Olhar a sinalização do local, pois a mesma indicará se ele é próprio para banho ou não;
• Evite brincadeiras de mau gosto, como os conhecidos "caldos";
• Tome cuidado ao caminhar sobre as superfícies rochosas, pois podem estar escorregadias, o que levaria a quedas e cortes;
• Instrua a criança do perigo existente ao entrar em águas mais profundas ou ficar só;
• Em caso de problemas, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros, para que o mesmo oriente e auxilie a vítima.
• Não deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: pois cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança dentro da banheira fique submersa;
• Não abandone uma criança para atender um telefonema, pois atender o telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;
• Não deixe uma criança só em qualquer tipo de reservatório d’água, pois ao sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro;
• Nunca deixe a criança sozinha dentro ou próxima da água, mesmo em lugares considerados rasos;
• Mantenha baldes, recipientes e piscinas infantis vazios. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do alcance das crianças;
• Feche sempre a tampa do vaso sanitário e tranque a porta do banheiro;
• Em mares, rios, represas e lagos preste muita atenção na criança. Fique alerta nas mudanças de ondas e correntes, por exemplo;
• Sempre use colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos;
• Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água;
• Instale cercas de isolamento ao redor da piscina com pelo menos 1,5 metro de altura, equipadas com portões e travas;
• Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número da central de emergência;
• Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
• Matricule as crianças em aulas de natação.




Envenenamento ou Intoxicação:

Curiosidade é um estágio natural do desenvolvimento de qualquer criança, é uma forma natural de começar a aprender e interagir com o meio em que vive. Mas, por essa curiosidade, as crianças acabam correndo grande risco. Por não ter noção do que é bom ou nocivo à saúde, muitas vezes acabam colando na boca, inalando, absorvendo via cutânea (tocando) materiais nocivos.


Principais perigos de intoxicação pela faixa etária da criança:

As crianças podem ser divididas em três grupos etários, segundo seu grau de curiosidade e raio de ação:

Grupo 1: crianças de 0 a 7 meses. Embora não consigam alcançar venenos com facilidade, são freqüentemente vítimas das ações dos irmãos mais velhos, que podem imitar a mãe dando ao bebê uma “mamadeira” contendo substancias tóxicas, como alvejantes.

Grupo 2: são os rastejadores, acima de 10 meses. Os recipientes que contêm substâncias tóxicas (detergente, desinfetante etc), ou líquidos tóxicos colocados em garrafa de refrigerante e que apresentam cor e aspecto semelhante ao um suco ou refrigerante.

Grupo 3 :podemos chamar de escaladores , cerca de 3 anos. É a faixa etária que compreende mais o índice de intoxicação ou envenenamento infantil. A curiosidade, nesta idade, é praticamente ilimitada a quase tudo que está a seu alcance. Os cuidados com as crianças nesta idade exigem muita atenção de pais e professores. Como regra geral, os pais devem ler rótulos dos medicamentos que introduzem na casa. Sua quantidade deve ser limitada ao estritamente necessário.

As substâncias usadas na limpeza da casa, como de creches e pré-escolas, devem ser guardadas em locais trancados à chaves. Além disso, os recipientes das substancias tóxicas não devem ser trocados, por exemplo, não devem ser colocados em garrafas de refrigerantes.

Cuidados para Evitar Acidentes de Intoxicação ou Envenenamento em Crianças:

• Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças;
• Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque um produto tóxico em outra embalagem que não a sua. Poderá ser confundido com algo sem perigo;
• Saiba quais produtos domésticos são tóxicos. Produtos comuns como enxaguantes bucais podem ser nocivos se a criança engolir em grande quantidade;
• Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha;
• Nunca deixe produtos venenosos sem estar atento a eles enquanto os usa. Só leva alguns segundos para que ocorra um envenenamento;
• Não crie novas soluções de limpeza misturando diferentes produtos designados para outro fim. Esta nova mistura pode ser nociva às crianças;
• Sempre leia os rótulos e bulas, siga corretamente as instruções para dar remédios às crianças, baseado no peso e idade, e use apenas o medidor que acompanha as embalagens de medicamentos infantis;
• Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;
• Saiba quais plantas dentro e ao redor de sua casa são venenosas, remova-as ou deixe-as inacessíveis para as crianças. Veja quais os vegetais tóxicos mais comuns;
• Ensine as crianças a nunca colocarem na boca folhas, caule, casca, nozes ou sementes de qualquer planta;
• Quando adquirir um brinquedo para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, não contém componentes tóxicos;
• Jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais. Procure em sua garagem, porão e outras áreas de armazenamento por produtos de limpeza ou de trabalho que você não utiliza;
• Mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo;
• Em caso de intoxicação, entre em contato imediatamente com o pronto-socorro ou Centro de Controle de Toxologia de sua cidade para receber orientações adequadas;
• O leite não deve ser utilizado;
• O vômito nunca deve ser induzido, pois o veneno pode ser corrosivos, como amônios, alvejantes líquidos ou em pó, detergentes, solda líquida, etc, e prejudicar, assim o esôfago;
• Após esses primeiros cuidados, a criança deve ser levada imediatamente ao médico, juntamente com a amostra do produto ingerido. O vômito, se houver, também deve ser recolhido para exames.

Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo/CCI
Endereço: Av. Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 860, Jabaquara -São Paulo / SP CEP: 04330-
020
E-mail: smscci@prefeitura.sp.gov.br
Telefones: 0800 771 3733 / (11) 5012-5311



Eletricidade:

A mesma curiosidade que envolve as crianças em casos de intoxicação e envenenamentos também pode servir para que elas mexam em materiais eletro-energizados.


Medidas simples podem prevenir que uma criança sofra acidente, tais como:

• Verifique sempre o estado das instalações elétricas, fios desencapados podem ser muito perigosos;
• As tomadas devem estar protegidas por tampas apropriadas, esparadrapo, fita isolante ou mesmo cobertas por móveis;
• Fios elétricos devem estar isolados e longe do alcance da mão das crianças;
• Evite usar benjamins ou extensões. Muitos aparelhos ligados na mesma tomada podem causar sobrecarga e curto-circuito na fiação;
• Antes de consertos e reformas, desligue a chave geral. Utilize os serviços de um eletricista;
• Desligue o chuveiro antes de mudar a chave verão/inverno;
• Não coloque objetos metálicos (facas, garfos, etc.) dentro de equipamentos elétricos;
• Mantenha a criança longe de alguém que está passando roupa;
• Oriente seu filho para nunca empinar pipas perto dos fios da rede elétrica, nem retirá-las caso elas fiquem pregadas na rede. Nunca use fios metálicos para empinar pipas. Somente permita que as crianças empinem pipas em campos abertos com boa visibilidade. Sem a presença de fios e postes de eletricidade;
• Oriente as crianças para não entrarem nas áreas das estações de distribuição ou nas de torres de transmissão;
• Evite deixar as crianças brincando perto dos fios de alta tensão;



Queimaduras:

A queimadura se caracteriza pelo contato com substâncias que aumentam a temperatura e provocam a destruição das camadas que compõem a pele. A queimadura tem vários níveis, identificados conforme o tipo de lesão.

Queimadura de primeiro grau, tão comum durante o verão, é aquela que deixa a pele vermelha e sensação de ardência. Ela é superficial, ou seja, a lesão foi apenas da epiderme. A chamada queimadura de segundo grau também pode ocorrer por ação do sol. Neste caso, são destruídas camadas mais profundas. É uma lesão mais dolorosa, com bolhas. É comum que ela ocorra em pessoas que utilizam bronzeadores caseiros, como o óleo das folhas de figo, o urucum e o óleo de avião. Estas substâncias podem provocar até mesmo intoxicação.

As mães também devem ficar atentas ao preparo do banho dos bebês. A água quente na bacia pode provocar queimaduras. O uso de produtos químicos sobre a pele, sem orientação médica e sob ação dos raios solares, pode ser ainda mais grave, provocando a queimadura de terceiro grau. A lesão é profunda e séria. Suas vítimas precisam ser submetidas à cirurgia para a retirada das partes necrosadas e a realização de um enxerto.


Fator de Proteção:

O bronzeador nunca deve ser usado, mas apenas os protetores e bloqueadores solares. Mesmo adotando o protetor, é preciso observar o período de exposição ao sol, preferindo os horários com raios mais amenos, registrados antes das 10 e após às 16 horas. Sem proteção, ninguém consegue ficar sob o sol. Em uma ou duas horas, a pele já começa a arder. O ideal é que a pessoa que acaba de chegar à praia ou que não está acostumada com o sol utilize o protetor de fator 15 ou 20. Depois que a pele se acostumar, pode ser usado o fator 8 ou 10. As pessoas de pele clara, mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer de pele, devem usar um fator de proteção a partir de 30", orienta. Os raios ultravioleta são fortes e penetrantes. Sua ação pode provocar alterações na célula levando ao câncer. • Proteger as crianças do excesso de sol. Estima-se que até os 18 anos de idade, o tempo de exposição solar é maior do que no restante da vida;

• Segundo especialistas em dermatologia, crianças com menos de seis meses de idade não devem ser expostas ao sol, assim como não devem utilizar nenhum tipo de creme ou filtro solar;
• Após os seis meses de idade, as crianças podem utilizar filtros solares com fator de proteção 60 ou mais. Protegidas pelo filtro solar, em todo o corpo, e por chapéu e roupa, a criança pode ser exposta ao sol da manhã, antes das dez horas;
• Alguns remédios fazem com que a pele fique mais sensível ao sol. Quando o pediatra prescrever alguma medicação, pergunte se o sol deve ser evitado;
• Há ainda, os riscos dos dias nublados e da luz refletida na areia, na água, que pode atingir a criança, mesmo na sombra.
• As crianças devem ser bem hidratadas e nunca deixadas sob o sol após as 10 horas.
• Nos indivíduos menores, a insolação pode ocorrer de forma rápida e a queimadura de áreas extensas traz risco de vida.




CUIDADOS DENTRO DE CASA
• Mantenha as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições. Prefira cozinhar nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás para evitar que as crianças alcancem e entornem os conteúdos sobre elas;
• Evite carregar as crianças no colo enquanto mexe panelas no fogão ou manipula líquidos muito quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;
• Evite usar toalhas de mesa que tenham bordas salientes que possam ser puxadas por crianças pequenas. Ao puxá-las, as crianças podem derrubar comida quente sobre o corpo;
• Teste a água do banho antes de colocar o bebê na banheira, de preferência com o cotovelo;
• Guarde o fósforo, velas, álcool e demais produtos inflamáveis longe do alcance das crianças;
• Cuidado especial com a garrafa de álcool em lugar de difícil acesso, de preferência trancado;
• Nunca jogue álcool sobre chamas ou brasas. O álcool pode explodir e provocar queimaduras graves ou até fatais;
• Não usar recipientes com álcool para fazer o aquecimento de ambientes principalmente em banheiros;
• Todos os produtos químicos e de limpeza devem ser fechados em armários fora do alcance das crianças.



Desidratação:

As doenças mais freqüentes no verão são aquelas associadas à perda de líquidos e sais minerais e conseqüente desidratação, podendo ser perigoso caso os sintomas não sejam percebidos a tempo ou o estágio se agrave.
Mas os pais não precisam se desesperar: para evitar problemas, é aconselhável que as crianças sejam mantidas em ambientes arejados e com sombra e ingerindo líquidos. As frutas e os legumes devem ser bem lavados, e os alimentos - que com o calor estragam mais rápido - devem ser comprados em menores quantidades e mantidos na geladeira.

O principal sintoma de uma criança desidratada é a sede. Ofereça sempre líquidos ao seu filho, sem esperar que ele peça. Se houver suspeita de desidratação, o soro caseiro é indicado, podendo ser obtido a partir de uma colher de chá de açúcar e uma colher de cafezinho de sal misturadas em um litro de água.
No caso de vômitos, dê alimentos leves à criança e procure o pediatra para indicar um remédio, se for necessário.
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