Fumaça tóxica toma litoral paulista após incêndio em terminal de cargas.

Foram mobilizadas 19 viaturas do Corpo de Bombeiros de Guarujá e Cubatão para controlar as chamas.

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65 homens trabalhavam na ação no início da noite, em equipe formada por brigadistas com o apoio de policiais rodoviários.

Um incêndio de enormes proporções atingiu um terminal de cargas da empresa Localfrio, no final da tarde desta quinta-feira (14), no Porto de Guarujá, litoral de São Paulo. De acordo com a companhia, a provável causa do incidente foi a combustão de ácido de cloro isocianúrico de sódio, que teria sido provocada pela entrada de água da chuva em contêineres que continham o produto.

A Secretaria de Saúde da cidade afirma que ao menos 39 pessoas deram entrada em unidades de atendimento de emergência da região devido à inalação da fumaça, altamente tóxica. No início da noite, o atendimento passou a ser centralizado na UPA Boa Esperança, localizada em Vicente de Carvalho, bairro suburbano onde fica o porto da cidade.

O número de afetados pela fumaça cresceu em relação ao do início das chamas, pouco depois das 15h30. A Localfrio chegou a confirmar ao iG o atendimento de apenas uma pessoa, funcionária da empresa, enviada a um pronto-socorro por questões de segurança. O Corpo de Bombeiros, por sua vez, confirmava no início do registro a intoxicação de quatro, todos trabalhadores da companhia, que foram resgatados por colegas e também encaminhados para atendimento médico. 

De acordo com o funcionário de uma padaria que fica próxima ao terminal de cargas, boa parte do comércio da região foi obrigada a fechar as portas devido ao forte odor nos arredores. "Não dá para enxergar nada nas ruas e a Avenida Santo Amaro [que dá acesso ao porto] foi fechada para os lados do Guarujá", relatou. "O cheiro está muito forte e os olhos ardem um pouco também. Está todo mundo de máscara por aqui."

A Localfrio alega que a área foi imediatamente isolada e que todos os procedimentos de segurança foram adotados, inclusive com a retirada dos contêineres que estavam próximos ao foco do incêndio. A empresa, no entanto, afirma que não há previsão para que as chamas sejam controladas.

Foram mobilizadas 19 viaturas do Corpo de Bombeiros de Guarujá e Cubatão para controlar as chamas. No total, 65 homens trabalhavam na ação no início da noite, em equipe formada por brigadistas com o apoio de policiais rodoviários.

A Defesa Civil da cidade alertou para que todos aqueles que moram em um raio de até 100 metros do local deixem suas casas. Isso inclui moradores das Avenidas Alvorada, Adriano Dias dos Santos, Santos Dumont e Rua Santidade Papa Paulo VI, além do Sitio Conceiçãozinha. O trajeto de ônibus para o bairro de Vicente de Carvalho também foi suspenso, sem prazo para retornar.

A Prefeitura do Guarujá acionou o gabinete de gestão de crise para lidar com o incidente. Além da Defesa Civil Estadual, foram acionados o Corpo de Bombeiros, o Exército, e as secretarias de Saúde, Meio Ambiente, Governo e Defesa Social.

Caso alguém sinta irritação nos olhos, dificuldades para respirar, tontura ou náuseas, a orientação é para que seja usado um pano seco, e não úmido ou molhado. 

No início de abril do ano passado, o litoral paulista também ficou marcado com um enorme incêndio, ocorrido no Porto de Santos. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros, auxiliado pela Aeronáutica e por técnicos de uma empresa norte-americana especializada em combate a chamas, levou nove dias para controlar o fogo. 

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