PRÓXIMA EDIÇÃO BOMBEIROS SOCORRISTAS- Nova Aparecida, Vl. Pe Anchieta, Jd. Nova Aparecida

Vila Padre Anchieta é o coração do distrito de Nova Aparecida

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Nova Aparecida é um dos seis distritos pertencentes ao município brasileiro de Campinas, no estado de São Paulo. Localiza-se a aproximadamente 10 km do Centro da cidade, sendo acessível pelas rodovias Anhanguera, D. Pedro I ou pela Campinas-Monte Mor. O seu centro é Vila Padre Anchieta, bairro criado pela COHAB no final dos anos 70, com as primeiras casas sendo concluídas em 1980 e os apartamentos em 1982.
O distrito compreende uma infraestrutura completa, que permite que seus moradores e visitantes desfrutem de praticidade comodidade, sem ter que se retirar da região aonde reside ou trabalha.

Vl. Pe. Anchieta, Nova Aparecida, Jd. Nova Aparecida 

A Vila Padre Anchieta é o coração do distrito de Nova Aparecida, a aproximadamente 14km do Centro de Campinas.
Em vez de mostrar  um lugar muito simples e não tão perigoso quanto outros recantos campineiros.

No final do ano de 1979, varias famílias vinham até a Vila Padre Anchieta para acompanhar o andamento das obras. Para tanto pegavam o ônibus da companhia AVA, que tinha seu ponto final da beira da Rod. Anhanguera, o resto do trajeto tinha que ser feito a pé. O bairro não parecia nada promissor, pois sempre foi longe do centro da cidade e por aqui não havia nada de progresso. Rodeado de eucaliptos, ruas empoeiradas, arame farpado cercando as quadras em construção, pedreiros e caminhões andando por todos os lados, ainda não existia prédios, teatro, clube, escolas, pronto socorro, bombeiro, supermercado, comércios etc., e as casas ainda estavam com as paredes pela metade. Nada parecido com o bairro de hoje.

O primeiro morador mudou-se no dia 14 de abril de 1980, um mês antes de ser entregue as chaves, e foi por motivos de necessidade. O restante chegou em maio.
Quando chegaram os primeiros moradores, em maio de 1980, só existiam as casas e os Centros Sociais, porque por um tempo nem energia elétrica tinha. Alem disso ficamos ainda cerca de 02 anos sem asfalto e não existiam as ocupações, sendo o bairro cercado por fazendas, onde a molecada se divertia caçando passarinhos, acompanhando o gado dos fazendeiros, nadando nos corguinhos , trepando nas arvores, etc. Nesse período o ônibus começou a vir até a caixa d’agua, o resto do trajeto era a pé, e quando chovia não adiantava colocar sapato limpo (aqueles que os tinham).
Na rua de terra cheio de poeira, ou barro, a criançada acocoravam-se e ficavam observando passar aqueles caminhões cheios de bugigangas, na parte de traz quase sempre vinha, amarrado na carroceria, um cachorro, o mascote da família. Quando o caminhão parava numa casa próxima, as atenções se voltavam para lá para ver quem seriam os novos vizinhos, quase sempre ninguém se conhecia, todos eram novos na região. Depois as crianças desciam para brincar no "Buracão", na Av. Papa João Paulo II esquina com a rua São Cirilo.
Naquele ano de 1980 o trevo também era diferente, depois que passava em cima da ponte da anhanguera havia uma entrada de terra para o Distrito, e o sistema de transporte era feito pela empresa AVA com ônibus Mercedes 362, aquele redondinho.
No lugar onde hoje esta os prédios, existiam espaços de terra batida, e não dava para definir muito bem a Av. Papa João Paulo II. Quando começou as fundações, por volta de 1981, esses espaços foram cercados com arames farpados, e uma grande multidão de trabalhadores da construção civil, vinham para cá trabalhar todos os dias e no final do dia iam embora. A criançada vendia chup-chup para os trabalhadores e nos finais de semana pulavam a cerca para fazer expedições nas construções.
Foi mais ou menos nessa época que construíram o Teatro, o Clube, o Centro de Saúde, as escolas e a creche. A escola funcionava em um barracão verde instalado no meio do balão perto do clube, este barracão foi usado como alojamento dos trabalhadores da construção do bairro e depois aproveitado para escola enquanto construíam os prédios novos das Escolas Miguel Vicente Cury, que a principio se chamou Escola de 1º Grau da Vila Padre Anchieta e João Fiorelo Reginato, que funcionava onde hoje funciona a creche. No barracão verde estudaram 600 alunos em 21 classes de 1º a 4º séries nos anos letivos de 1980 e 1981. Outras 13 classes funcionavam nesse periodo no Centro Social I
Os Centros Sociais eram os únicos locais onde a população se encontrava. No Centro Social I de baixo, perto do Clube, acontecia nos sábados os bailes que iam até altas horas da madrugada, onde muita gente, hoje adulta e com suas famílias, freqüentavam quando eram mais jovens, pois já se foram 25 anos.
No Centro Social de cima, onde funcionam hoje a Sub-Prefeitura e a Delegacia, funcionou naquele período o Grupo de Teatro do bairro, e também a Associação de Moradores.
Nas margens do bairro existiam depressões denominadas pela garotada de buracões, um ao final da Av. Dom Agnelo Rossi, logo depois do teatro, o outro em frente ao Centro Social de baixo, e que quase tomava a rua, de tão grande que era, e outro no final da rua Nossa Senhora da Conceição, lá na horta. Nesses locais ainda havia vegetação alta, com arvores, onde a garotada brincava na terra e nos cipós, e quando chegavam em casa estavam sujos igual tatu.
No ano de 1982 o Ministro de Estado Mario Andreazza visitou nosso bairro a convite do então Prefeito Francisco Amaral, e vice-Prefeito Jose Roberto Magalhães Teixeira. Tambme no ano de 1982, no balão proximo ao Clube, onde tem um monumento de concreto, este aqui em maio para a inauguração oficial, o Presidente da Republica Joao Figueiredo.
Numa área de 1 milhão e 270 mil metros quadrados, foram construídos 2.492 casas e 1,072 apartamentos, totalizando 3.564 unidades habitacionais, e pelo gigantismo, foi denominada Cidade Anchieta, quando foi prevista a chegada de 18.000 habitantes. Foi uma obre de iniciativa da Cohab Campinas com recursos federais, e o Presidente da Cohab a época era Antonio Galvão de Coelho de Miranda, e do BNH, que tinha como Presidente Jose Lopes de Oliveira.
Para a entrega das casas, a Cohab plantou arvores em cada uma delas, considerada pelos técnicos como de crescimento rápido, são elas: Chapéu de Praia, Aroeira Mansa, Quaresmeira, Cássia Sesbaneia, Cássia Leptophylla, Canela Preta, Alfeneiro e Falso Ébano.

Hoje a nossa realidade é bem diferente, nossa região tem infra-estrutura apropriada para atender a população, ainda que trabalhando alem do limite e carecendo em todos os sentidos de manutenção e mais funcionários, mas todos os serviços nos são oferecidos aqui mesmo, no bairro, e ainda contamos com uma rede de comércio bem diversificada, o que não é toda região que tem."

E de fato, o bairro tem uma estrutura completa, tudo de básico pode ser encontrado ali.
Há numerosos mercados, posto de saúde, Corpo de Bombeiros, bases de segurança...
A região é conurbada com Hortolândia e Sumaré, bem próximos estão dois grandes condomínios da CDHU (não mostrados aqui).
O Trevo de ligação com a D. Pedro I (SP-065) está em reformulação. A ligação com a Bandeirantes (SP-348) é próxima
O bairro tem muitas das ruas com nomes de santos e papas e como se poderá ver no mapa, foi desenhado em formato de cruz. algumas das fotos mostram o bairro vizinho, o Jardim Aparecida.

Dados da Vila Padre Anchieta:

Área: 0,97km²
Comprimento (máx.): 1400m
Largura (máx.): 912m
População: 18.578 hab. (pelo Censo de 2000)
Latitude: 22° 51´ 42" S
Longitude: 47° 09´ 11" O
Altimetria: de 648m (córrego da Av. Orozimbo Maia) a 668m (Caixa d´água da SANASA)
Faixas de CEP: 13068-000 a 13068-547
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