Bombeiros recebem 30 ligações após mulher morrer em ataque de abelhas

Incidente aconteceu na zona rural de Lácio, distrito de Marília (SP). Equipe já agendou vistoria em oito casas que têm enxames.

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Colmeia foi retirada de uma árvore e abelhas exterminadas (Foto: Reprodução / TV TEM)
Os bombeiros de Marília (SP) receberam cerca de 30 ligações de moradores pedindo orientações sobre abelhas depois que uma mulher morreu após ser atacada pelos insetos no distrito de Lácio na quarta-feira (26). Maria Neusa Ferreira de Souza, de 67 anos, foi enterrada nesta quinta-feira (27) à tarde no cemitério de Vera Cruz. O filho dela de 38 anos também foi atacado e está internado na UTI do Hospital das Clínicas em estado grave.

O acidente aconteceu no sítio onde a família mora. O filho da vítima teria ligado um cortador de grama e as abelhas se sentiram ameaçadas. O enxame atacou o homem, que pulou na piscina. Depois que ele saiu da água os insetos voltaram a atacá-lo, a mãe foi tentar socorrê-lo e acabou levando muitas picadas. A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Por causa disso, vários moradores ligaram para o Corpo de Bombeiros, para tirar dúvidas. Jhonata de Brito mora com a família em Oriente e disse que já foi picado por abelhas Europa, a mesma espécie que matou a idosa de ontem.

Ele ficou preocupado e pediu ajuda dos bombeiros. A casa onde mora está a poucos metros de uma colmeia que fica em uma árvore. "Quando acendemos a luz elas invadem a casa, então ligamos para os bombeiros para retirar o enxame, porque estamos muito preocupados, eu tenho filhos pequenos então para evitar um acidente acionamos os bombeiros", afirma.

Os bombeiros já agendaram uma visita na casa da família e também em outras sete residência que possuem enxames. Apesar dos vários chamados atendidos nesta quinta-feira, a tenente do Corpo de Bombeiros afirma que os ataques não são frequentes e que a população não precisa se desesperar.

“O extermínio só pode ser feito no caso de risco para as pessoas que estão próximas e neste caso os bombeiros podem ser acionados para fazer o extermínio, mas em outros casos também pode ser acionada a Secretaria de Agricultura que retira o enxame e leva para um local melhor, sem riscos”, explica Lurella Tamião.
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