Centro de Memória retrata evolução do Corpo de Bombeiros de São Paulo

Inaugurado em 10 de março de 2005, o Centro foi criado com o intuito de preservar a história da corporação

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Centro de Memória retrata evolução do Corpo de Bombeiros de São Paulo
Inaugurado em 10 de março de 2005, o Centro de Memória do Corpo de Bombeiros foi criado com o intuito de preservar a história da corporação, desde sua criação, em 1880, até os dias atuais.

Com 170 peças, entre materiais, fotos, reportagens e equipamentos antigos e modernos, o local busca descrever a história centenária da instituição e retratar a evolução dos serviços prestados aos paulistas.

O acervo, ainda em formação, é composto por de peças doadas tanto de coleções particulares quanto das próprias unidades e do Comando de Bombeiros, e é distribuído em salas temáticas e nos corredores do casarão antigo de dois andares, projetado em 1927, localizado na rua Domingos de Moraes, 2.329, Vila Mariana, zona sul da Capital.

Logo na entrada, podemos voltar à história, quando os carros eram puxados por burros e mulas. O carro pipa, utilizado pelos bombeiros até a década de 20, segundo o subtenente PM, Gerson de Almeida Weinert, “carregava um barril com 360 litros de água e foi substituído somente com o aparecimento dos carros motorizados em São Paulo”.

Uma das salas conta a história dos salvamentos e resgates feitos no litoral paulista, que hoje conta com dois navios de 30m para atender as ocorrências. Há aparelhos antigos, como um escafandro de 80 kg utilizado em mergulhos na década de 70, réplicas de barcos e uniforme dos bombeiros. Além de fotos de incêndios ocorridos em refinarias, e de mulheres da corporação, que foram somente concursadas no ano de 1991. “Antes elas faziam parte apenas do resgate, hoje já estão presentes em todas as áreas”, diz o subtenente Gerson.

O Centro de Memória também se destaca pela quantidade e qualidade das fotos que possui. Há uma sala específica sobre os grandes e mais conhecidos incêndios da história dos bombeiros de São Paulo, como o do edifício Joelma, em 1º de fevereiro de 1974, do edifício Andraus, em 24 de fevereiro de 1972 e do edifício Grande Avenida, em 14 de fevereiro de 1981.

Comunicação dos incêndios

O Centro também conta a evolução da comunicação dos incêndios. Antigamente, antes mesmo de existir o Corpo de Bombeiros, os incêndios eram comunicados por sinos e a própria população e os guardas da cidade faziam os resgates e apagavam o fogo. Em 1896, quando já existia a corporação, através das caixas de aviso eram acionados os serviços de bombeiros, utilizada até 1955. Em 1956, a comunicação passou a ser feita por telefones comuns, com o surgimento da central telefônica (Central de Comunicação de Bombeiros - COBOM), e em 1979 foi finalmente criado o serviço 193, com equipamentos modernos e sua Central de Operação sediada, até hoje, na Sé, região central da cidade.

Equipamentos e vestimentas

Vestimentas utilizadas pelos bombeiros, capacetes, os tipos de esguichos, nós e extintores de incêndio, equipamentos diversos, como escadas, peças para arrombamento e capturas de animais fazem parte do acervo. Além disso, há uma sala de miniaturas de carros da corporação, e um livro de assentamento, desde 1891 a 1893, onde se pode ver a biografia dos heróis de antigamente.

Para pesquisas, existe a biblioteca, com mais de 500 artigos literários, entre reportagens, ocorrências, manuais, apostilas de diferentes épocas, tudo referente aos bombeiros. Há ainda uma sala de projeção, onde são exibidos filmes e curtas sobre a corporação.

Projetos sociais

O Corpo de Bombeiros também possui projetos sociais, como o S.O.S. Bombeiros, que busca o resgate da cidadania de crianças carentes de 10 aos 14 anos, que possuem uma renda mensal de até dois salários mínimos e problemas familiares. O projeto conta com psicólogos, professores voluntários e refeições para as crianças e tem a parceria de uma Ong, a Instituto Mensageiros. Esse projeto é mostrado em uma das salas do Centro, que expõe os trabalhos feitos por essas crianças, com bonecos que contam histórias, como da mitologia asteca, maia e grega, fazendo com que as crianças estudem, aprendam e façam sua arte.

Serviço:

O horário de funcionamento do Centro de Memória do Corpo de Bombeiros é de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 18h, com visitas monitoradas até às 17h. Grupos acima de 10 pessoas devem marcar visita, pelo telefone 5083.9339/7291, ramal 209, ou pelo e-mail ccbcentrodememoria@polmil.sp.gov.br. As escolas também podem agendar passeios ao centro, com turmas de até 40 alunos por vez.

Thaís Sant’Anna

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública

(R.A.)
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