Casos de chikungunya apresentam crescimento em Campinas, SP

De acordo com a Prefeitura, a alta foi de 200% em relação a 2015. Ministério da Saúde alerta que 2017 terá ainda mais registros da doença.

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Campinas (SP) confirmou seis casos de chikungunya até o mês de novembro. O número representa uma alta de 200% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram dois registros da doença.
Segundo a Prefeitura, as ocorrências são importadas, já que nenhuma foi contraída no município, ou seja, o vírus não circula na cidade e a importância de identificar os casos importados é para impedir a circulação dele.
Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou que os casos tiveram um crescimento de 850% em 2016 no país.
Notificações
Ainda segundo a administração municipal, foram 41 notificações da doença neste ano, sendo 18 registros descartados, seis confirmados e 17 continuam em investigação. Não houve nenhuma morte.
O secretário de Saúde, Carmino de Souza, disse nesta terça-feira (29) que para prevenir a chegada de mais casos de chikungunya no próximo ano é necessário continuar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e o vírus da zika.
A coisa mais importante é o combate ao vetor. E o combate ao vetor tem sido impressionante o trabalho que tem sido feito em Campinas para tentar controlar, explica.

Alerta 
Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou que os casos de chikungunya tiveram um crescimento de 850% em 2016, e alertou que o ano de 2017 terá ainda mais registros.
Os dados são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti. De acordo com o ministro Ricardo Barros, foram 251.051 casos da doença neste ano, contra 26.435 em 2015.
Em 2016, morreram 138 pessoas por chikungunya enquanto que, no ano passado, foram somente seis óbitos. O pico da doença ocorreu no mês de março.
Doença
A chikungunya tem sintomas parecidos com a dengue e o vírus da zika como febre, manchas vermelhas na pele, coceira, dor de cabeça e nas articulações. No entanto, de acordo com o infectologista Frederico Gigliotti Palazzo, a intensidade da dor nas juntas é a principal diferença entre as três.
Uma coisa muito marcante na chikungunya é a dor nas juntas com artrite, podendo levar a inchaços nas juntas, coisa que a gente não vê nas outras duas ela é muito intensa na chikungunya, chegando até a ser incapacitante e pode durar meses após a infecção, revela.
No entanto, complicações para o bebê são muito raras na chikungunya. A zika tem a transmissão para o bebê, com alterações severas como a microcefalia. Na dengue e chikungunya isso não ocorre, destaca.
O especialista explica ainda que é muito raro um tipo hemorrágico na chikungunya. A dengue é que tem mais chance de ter a transformação hemorrágica, sendo que isso é muito raro no chikungunya e na zika, afirma.
Palazzo orienta ainda que quando houver algum tipo de suspeita para qualquer uma das três doenças, o ideal é procurar ajuda o mais rápido possível. De acordo com os exames de laboratório e algumas provas, ele [o médico] já consegue diferenciar se há maior suspeita para dengue, zika ou chikungunya  e aí fazer o seguimento do paciente. No início dos sintomas, o ideal é já procurar, finaliza.
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